A cultura como quarto pilar da sustentabilidade

 

Fórum Mundial Lisboa 21 pretende considerar a água e a energia como benefícios económicos

 e sociais estratégicos, de integração cultural e de respeito pelo meio ambiente

 

14.Outubro.2011 – Lisboa vai ser centro de debate sobre crescimento sustentável nos próximos dias 24 e 25 de Outubro, com a realização do Fórum Mundial Lisboa 21 na Sociedade de Geografia de Lisboa. O evento, entre outros temas, abordará a “Cultura como base de um desenvolvimento sustentável dos recursos aquíferos e energéticos" porque num mundo globalizado, onde não existem fronteiras, o desenvolvimento sustentável é também um desafio cultural, que afecta toda a sociedade.

 

Passados 19 anos desde a Cimeira da Terra (ou Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e Desenvolvimento), a necessidade de pôr em prática instrumentos que promovam o desenvolvimento sustentável no Planeta continua na ordem do dia. Tratava-se de um repto global assente em duas dimensões fundamentais: o desenvolvimento económico e a protecção do ambiente. Após a Cimeira Social de Copenhaga, realizada em 1995, foi integrada a vertente social como terceiro pilar do conceito de desenvolvimento sustentável. Actualmente tem por base três pilares fundamentais: a coesão social, a protecção ambiental, ambos aliados ao desenvolvimento económico.

 

"Às três dimensões do desenvolvimento sustentável deve acrescentar-se, ainda, a vertente culturalconsiderando a importância do património cultural imaterial, principal gerador da diversidade cultural e garante do desenvolvimento sustentável",explica Amalio de Marichalar, Conde Ripalda, presidente do Foro Soria 21, um dos organizadores e principal impulsionador do Fórum Mundial Lisboa 21, sublinhando ainda que "não é só a biodiversidade que se tem de preservar para as gerações futuras, mas também a cultura e o património cultural".

 

O século XX foi, reconhecidamente, um período de significativos progressos tecnológicos, económicos e sociais. Já o século XXI tem o desafio de articular uma economia tecnologicamente evoluída com uma sociedade mais equitativa, melhorando a produtividade dos recursos e quebrando o binómio crescimento económico versus degradação do meio ambiente. Só assim se estabelece uma situação de equilíbrio entre os vectores ambientais, sociais, económicos, institucionais e culturais. É sobre estes temas que o Fórum Mundial Lisboa 21 promete debruçar-seatravés de oradores tão conceituados como:Alberto da Ponte, presidente do Conselho de Administração da Fundação Luso; Carlos Zorrinho, presidente do Grupo Parlamentar do PS; Guilherme de Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura; Mira Amaral, professor catedrático convidado do Instituto Superior Técnico; Nuno Ribeiro da Silva, presidente da ENDESA;  Pedro Rebelo de Sousa, presidente do Instituto Português de Corporate Governance e Pedro Serra, Presidente das Águas de Portugal. As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas online através do site do Fórum - www.forummundiallisboa21.org